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O que é a Astrologia

A Astrologia pode ser considerada a ciência esotérica mais antiga do mundo. Desde os tempos mais remotos que olhar para o céu tem sido uma parte importante da vida do homem. As mudanças sazonais eram marcadas pelos dias mais longos e mais curtos (os Solstícios) e aqueles em que as noites e os dias tinham a mesma duração (Equinócios) – isso tornou-se no primeiro calendário que servia tanto para a prática da caça como para a agricultura. Para além destes rotineiros ciclos práticos, a posição ou o estado do Sol ou da Lua passaram a ser notados como influência de acontecimentos significativos. Desde muito cedo, o homem compreendeu que certos fenómenos no céu coincidiam com alguns acontecimentos na Terra. Eventualmente, estes paralelismos eram considerados como presságios, e cada tribo embelezava-os com os seus próprios mitos para melhor adaptar a sua visão do mundo. Gradualmente, os céus tornaram-se repletos de fábulas que falavam de deuses, demónios e heróis que formavam uma complexa hierarquia dos seres celestiais que olhavam, julgavam e manipulavam as vidas dos homens.

Horóscopo Astrológico
Horóscopo Astrológico

Historia da astrologia

Como as civilizações evoluíram e, consequentemente, o corpo do conhecimento cresceu, os astrólogos mais antigos (ou melhor, os primeiros astrólogos) guardavam calendários meticulosos e outros registos mais completos dos movimentos celestes. A maneira mais conveniente de estudar as ‘estrelas’ era relacionando-as e agrupando-as em patentes capazes de serem reconhecidas, aquilo a que nós hoje chamamos constelações. Era também notado que os planetas mais visíveis frequentemente apareciam errando pelo céu “contra” este cenário de constelações. Esses planetas eventualmente até adquiriam personalidades e mitologias muito próprias e os astrólogos cedo começaram a atribuir significado à posição desses planetas. O céu, à noite, era como se fosse um palco de um grande espetáculo de ópera, onde deuses e deusas representavam os seus dramas e as consequências eram manifestadas na Terra através de chuvas, dilúvios e uma enorme quantidade de diversas ocorrências naturais.

Através dos séculos a Astrologia tem vindo a lidar com o traçado e a interpretação dos ciclos e movimentos dos objetos celestes. Não podemos, de forma alguma, esquecer que são milhares de anos de estudo. A questão da interpretação, no entanto, já é um outro assunto, uma vez que é confiada ao extenso e enriquecido conhecimento adquirido através dos séculos e baseado no simbolismo das lendas e mitologia. É evidente que a intuição é parte fundamental neste processo interpretativo. A técnica e a intuição encontram-se, assim, na Astrologia (como, aliás, em qualquer das áreas relativas às ciências esotéricas), intrinsecamente ligadas.

A Astrologia lida com dez planetas. Oito deles são os planetas vizinhos da Terra: Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão. Os outros dois são o Sol e a Lua, que são Luminárias e não planetas, como sabemos, mas para o estudo astrológico é mais simples considerá-los como tal, uma vez que assim foi que os astrólogos sempre fizeram porque, vistos da Terra, eles parecem seguir o mesmo caminho que os planetas. Por isso, os astrólogos, interessados nas relações entre as posições de todos estes dez “objetos”, simplesmente lhes chamam os Dez Planetas.

Quem somos? De onde vimos? Para onde vamos?

Dez Planetas, doze signos, doze Casas. Para além dos aspetos técnicos que devemos aprender porque indispensáveis à elaboração de um verdadeiro e correto horóscopo (e horóscopo significa, à letra, observação da hora), devemos compreender que a Astrologia é uma ciência que nos ensina a conhecermo-nos melhor e a percebermos porque estamos inseridos neste grande universo energético que é o Cosmos. Assim, a Astrologia ensina-nos que, ao nascermos e ao respirarmos pela primeira vez, entramos dentro de um incrível jogo de forças que é o Universo.

O que é este Universo? Que leis o regem?

O Universo é um todo energético, é energia, movimento. Para haver energia e movimento tem que haver uma tensão entre dois pólos opostos e complementares que dão origem a esse movimento energético Esses dois pólos são, como lhes chamavam os antigos mestres taoistas, os polos Yin e Yang: o polo Yang é o polo ativo, masculino, diurno, luminoso, o criativo; o polo Yin é o polo passivo, feminino, obscuro, recetivo. Relativamente ao nosso sistema solar, o polo Yang corresponde à energia do Sol e o polo Yin corresponde à energia dos planetas que giram à sua volta, captando a energia solar, transformando-a e criando em todo o sistema uma aura, uma nova vibração que vai interagir ciclicamente no sistema como um Todo. Essa aura é, assim, a resposta de um determinado planeta à energia solar por ele captada. Isto significa que o Universo é organizado, é cósmico e que é regido por leis extraordinariamente precisas e científicas (Cosmos significa Ordem). Estas leis, esotéricas e ocultas, regem esta relação de forças entre os vários sistemas do Universo.

Este Universo é harmónico e tudo se passa de uma forma ordenada: Uma destas leis mais antiga é uma lei que Hermes Trimegistos (o pai da Alquimia) legou à tradição alquímica do Ocidente – ‘o que está embaixo é igual ao que está em cima’. Isto significa que um microssistema (o planeta Terra, o ser humano) repete à sua escala todo o jogo de forças do macrosistema (o Universo) em que se integra. Esta lei está na base da Astrologia, ou seja, no momento do nascimento vamos trazer para o mundo, por essa lei da correspondência, todo um jogo de forças idêntico às do céu naquele momento. Isto significa que, logo a partir do minuto da nossa primeira respiração, nós somos um mini-sistema solar. Isto é o mesmo que dizer que somos portadores de um enorme jogo de forças que é esse Universo em expansão, em crescimento, uma vez que o Universo não é uma coisa acabada, avança para o futuro. É como uma viagem de todo um passado de energias para um futuro de energias e nós apanhamos, por assim dizer, essa “carruagem” no momento do nosso nascimento. Isto é o mesmo que dizer que vamos estar, durante todo o tempo de duração da nossa vida sobre a Terra, condicionados a este enorme jogo de forças, sujeitos ciclicamente a todas as tensões e ao jogo de forças do Universo. Tudo isto é dinâmico, as coisas não param, desencadeiam-se ciclicamente… e entender isto é perceber que estamos em sincronia com esse Todo, o Universo do qual fazemos parte (quer assim o queiramos ou não).

A Astrologia diz-nos, como registo do momento do nosso nascimento, quem somos – ou seja, qual é a “carga” energética com que chegamos ao mundo, a este nível de vibração, quais as nossas características e capacidades e como podemos ou devemos desenvolvê-las, evidentemente, da maneira mais harmónica possível. Porque conhecer o nosso registo astrológico é conhecermo-nos e, como tal, passamos a aceitar as nossas fraquezas tanto como as nossas forças – esta aceitação, acaba sempre por nos conduzir à compreensão de seres inseridos num grande e infindável Universo de que somos parte integrante e integrada.
A Astrologia ensina-nos também qual o caminho que devemos seguir para atingirmos, da melhor forma, aquilo que nos propusemos nesta vida (somos nós que escolhemos o momento do nosso nascimento e o respetivo ‘programa’ em cada uma das nossas encarnações); orienta-nos e diz-nos como devemos proceder com vista à nossa evolução – porque somos seres evolutivos (nada é estático). A Humanidade evolui desde sempre e caminha para o Todo, e é a centelha divina que existe dentro de cada um de nós que nos permite reconhecermo-nos como parte integrada e integrante desse Todo, do Uno, do Indivisível.

É claro, que não podemos esquecer que somos dotados do livre-arbítrio – como tal, está sempre e somente na nossa mão entregarmo-nos ou não a essa proposta evolutiva, retardando ou não o percurso que devemos cumprir.

Mas é preciso compreender que há processos assinalados num tema astrológico (ou Tema Natal, ou Carta do Céu) aos quais é impossível fugir – os conflitos assinalados num tema servem sempre ao nosso crescimento – não podemos (nem devemos!) acelerar, nem retardar processos. Eles vêm quando têm que vir. E dão-se sempre que um Planeta passa por uma determinada Casa, ou faz um determinado Aspeto com outro; se essa carga energética é positiva, favorável, então vai-se desencadear uma situação extremamente favorável para o nativo, sendo o contrário igualmente válido: um aspeto negativo, que cria tensões e conflitos, vai desencadear uma situação penosa e quase impossível de não ser vivida. A rejeição dessas crises, ou o seu empolgamento, só pode servir para nos dar mais sofrimento e infelicidade do que a ‘dose’ que nos é destinada.
Isto significa que nada é por acaso. A aceitação é, assim, um processo de interiorização consciente e nunca um ato de masoquismo. É preciso compreendermos a diferença. Não há determinismo em Astrologia.

A Astrologia indica, orienta, não determina, não há fatalismo! As coisas são como são, mas nós podemos sempre aproveitá-las a nosso favor ou, até, mudá-las: para melhor ou para pior. É por isso que a Astrologia, como linguagem simbólica e divina, nos orienta, ensinando-nos a maneira de fazermos esta passagem, que é a nossa vida, o mais harmoniosamente possível. E quem aprende a estar em harmonia com o Universo, a não se dissociar daquilo a que pertence, encontra, sem dúvida alguma, uma grande parcela de felicidade. Felicidade essa que é o êxtase pela própria Vida, a Vida em si, resultante do enorme sentimento de liberdade adquirido através da compreensão daquilo que a Vida é, que a Vida está em nós, que nós somos Vida. É só no momento em que interiorizamos esta grande verdade que deixamos de estar dissociados do grande Todo de que todos fazemos parte.

E, neste contexto, em que tudo é Energia e tudo são polaridades, nunca é demais relembrar que:

Há um tempo para todas as coisas e um tempo para todo o propósito sob os céus.
Há um tempo para nascer e um tempo para morrer; um tempo para plantar e outro para colher o fruto.
Há um tempo para matar e outro para curar; um tempo para destruir e outro para construir.
Há um tempo para chorar e outro para rir; um tempo para o lamento e outro para a alegria.
Há um tempo para atirar pedras e outro para recolhê-las. Há um tempo para ganhar e outro para perder; um tempo para guardar e outro para gastar.
Há um tempo para rasgar e outro para coser; um tempo para a guerra e outro para a paz.

E a Astrologia, como linguagem simbólica extremamente rica e lindíssima que é, ensina-nos tudo isso. E, atrevo-me a transcrever umas linhas escritas por uma grande mística, em 1934: “A Astrologia é uma ciência, e em verdade uma ciência do futuro. É também verdade que a Astrologia, no seu aspeto mais elevado e na sua verdadeira interpretação, permitirá finalmente ao homem dirigir a sua compreensão e atuar corretamente. Aliás, é certo que nas futuras revelações sobre a Astrologia falar-se-á do secretismo da verdadeira coordenação entre alma e forma (corpo). No entanto, essa Astrologia ainda não foi descoberta. (…) e conhece-se muito pouco para fazer dela a ciência exata que a maioria pretende. Isso será cumprido e realizado numa data futura, no entanto ainda não chegou o momento.” (Alice Bailey, Tratado Sobre Magia Branca, o Caminho do Discípulo, 1934).

A propósito deste texto e para finalizar, gostaria de reafirmar que a Astrologia é, de facto, uma Ciência – nós é que ainda não descobrimos as leis pelas quais ela se rege!!!

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