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O que é o Tarot?

O TAROT é um sistema cosmogónico que dá respostas intuitivas através de processos extrassensoriais – é a captação espontânea e intuitiva de uma verdade.

Para além da simbologia dos Arcanos e de algumas técnicas de interpretação, o fundamental é deixar “falar” a intuição. A intuição é uma qualidade básica do funcionamento do hemisfério direito do nosso cérebro.

Hemisférios

O nosso cérebro divide-se em dois hemisfério.

O hemisfério direito

O hemisfério direito, que é o hemisfério analógico, que faz relações transcendentais, sincronias, empatia de ondas; é o lado intuitivo que se traduz sempre numa linguagem rica em símbolos, imagens e metáforas; trabalhar com o H.D. é perscrutar o inconsciente.

É o hemisfério que corresponde à mão esquerda, a que recebe.

O hemisfério esquerdo

O hemisfério esquerdo é o hemisfério lógico, racional, que elabora raciocínios, as relações de causa / efeito; o que é utilizado no campo científico (positivismo). A partir de Aristóteles e da Lógica Aristotélica, até ao séc. XX, tem sido o hemisfério mais explorado e utilizado. O caminho do pensamento ocidental tem sido, de facto, baseado num forte racionalismo.

É o que corresponde à mão direita, a que dá.

Técnicas

O TAROT tem técnicas que permitem despertar e aumentar a intuição; quanto mais se “trabalha” com o Tarot, mais a nossa intuição se vai desenvolvendo. O Tarot é um “Livro de Sabedoria” que nos “fala” numa influência vibratória retratando todo o tipo de situações físicas, emocionais, psicológicas e espirituais da vida humana. Torna-se, assim, numa “ferramenta” que serve para nos ajudar a conhecermo-nos melhor a nós próprios e aos outros, indicando, orientando e aconselhando, baseada nos arquétipos e na simbologia riquíssima que nos tem sido passada ao longo dos séculos. É a Tradição que reflete a história do homem.

O psicólogo suíço Jung estudou profundamente e trabalhou com o Tarot. Ele foi o primeiro a fazer a ligação entre inconsciente e consciente e a estudar aquilo a que veio a chamar “o inconsciente coletivo” no homem. Aplicando as suas teorias sobre individuação, arquétipo, sincronicidade e imaginação ativa, analisou cada Arcano do Tarot como uma representação das diferentes etapas da jornada do indivíduo rumo à transformação e à integração, e re-integração, de si mesmo.

Origem

A primeira origem de que se tem conhecimento é no Egito, mas desconhece-se a sua verdadeira origem, pode ser ainda mais antigo. Diz-se que foram os ciganos nómadas que o trouxeram para a Europa Ocidental por volta dos finais do séc. XIII, séc. XIV. No entanto, há autores como, por exemplo, o inglês David V. Barrett que afirma que o Tarot teve a sua origem exatamente aí, na Europa Ocidental, nessa mesma época, sobretudo em França e Inglaterra. Mas, também é verdade que as primeiras “lâminas” do livro de Tarot foram encontradas num antigo templo egípcio. Não é muito importante preocuparmo-nos com este facto, uma vez que não se sabe ao certo a sua origem, ela permanece, ao longo dos séculos, envolta em mistério. O que importa é que o Tarot é uma espécie de síntese que retrata todas as espécies de culturas: Egípcia, Grega, Indo-Europeia.

Tarot
Tarot

Apesar de o Tarot existir no mundo ocidental, pelo menos há cerca de 500 anos, a maior parte das interpretações esotéricas provêm de ocultistas franceses e britânicos de entre finais do séc. XVIII e princípios do séc. XX. O ocultista francês Eteilla ficou fascinado com as ligações existentes entre o Tarot e a Cabala, sistema esotérico judaico que absorveu alguns aspetos do Cristianismo e do Islamismo nos sécs. XIV e XVI. A Cabala usa um completo sistema diagramático para ilustrar a relação entre Deus e o Homem. Segundo o princípio taoista (“O que está em Cima é igual ao que está embaixo”), o microcosmo (homem) reflete exata e precisamente o macrocosmo (Universo). Assim, os dez pontos da Árvore da Vida (nome desse mesmo diagrama) são alcançados através de 22 caminhos, designados pelas 22 letras do alfabeto hebraico.

As ideias de Eteilla foram desenvolvidas por Eliphas Levi e Papus que estabeleceram correspondências entre os 22 caminhos da Árvore da Vida e os 22 Arcanos Maiores. A Árvore Cabalística, ou Árvore da Vida, está, no fundo, relacionada com o Todo e o ser humano como parte integrante e integrada que descende do Uno e para o Uno caminha. Cada vida é uma descida do Espírito para a matéria, forma mais densa da energia cósmica, é uma caminhada onde se recolhe experiência para, finalmente, regressar ao Todo, à Casa do Pai, ao Uno, ao Absoluto de que faz intrinsecamente parte.

É um diagrama que, simbolicamente, representa o caminhar humano, a sua origem e o seu destino. Pode, portanto, ser relacionada com tudo o que diga respeito ao ser humano e, por isso, relaciona-se não só com o Tarot, como também com a Astrologia e outras ciências esotéricas.

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